
Não gosto de futebol. Por não gostar não entendo nada, e por não entender não assisto. Por não assistir não torço por nenhum time, mas com certeza torço pelo Brasil. Desde que me entendo por gente, nunca acompanhei esse esporte, me recordo ainda que nas Copas eu costumava dormir, pois os dias de jogos viravam feriados. Só em 2006 comecei, mas na verdade nem assistia; ia aos bares por causa do agito mesmo e claro, da cervejinha. Mas nada disso que falei me faz ficar menos contente que qualquer cuiabano e/ou matogrossense em saber que a Copa está vindo para cá. Como turismólogo, posso afirmar que este é o grande passo que Cuiabá precisava para dar um grande salto em questão de cinco anos. Eu já estava achando que estávamos acomodados com o comércio, as indústrias, o agronegócio e a pouca eficiência turística que a nossa capital apresentava.
Todos sabem que durante anos passamos despercebidos e de repente demos um salto na economia e em diversos setores da sociedade o que nos fez uma capital digna de capital. Mesmo assim muita coisa nos falta, a começar pela conscientização de setores. Primeiro: não se deve endeusar o atual governador como responsável pela vinda da Copa; ele comandou, muito bem, uma cadeia de mobilização em torno do assunto e a meu ver, não fez mais que a obrigação, uma vez que é de conhecimento de todos que ele teve que aprender a gostar de Cuiabá e cuiabanos, pois o contrário era claro no começo de seu governo, que, aliás, só foi bom porque ele além de ser rico e poderoso (apesar de desmatador), tinha trânsito bom em diversos setores e achou a casa arrumada. Como a memória do povo é curta é bom lembrar que quando ele assumiu o governo, além de decorar o gabinete com motivos gaúchos em detrenimento aos da nossa terra, acusou o governo de Dante de Oliveira ter deixado um rombo e que iria abrir a caixa preta da referida gestão. Nada se provou até hoje. E não querendo ser venenoso, mas já sendo é bom lembrar que durante a gestão do Dante, nenhum de seus secretários estaduais foi preso e algemado, bem como nenhum ex-presidente de certas autarquias de seu governo... já na gestão do senhor Motosserra de Ouro...
A questão é que devemos elogiar o Maggi como um excelente líder, mas os créditos, em minha opinião devem ficar à união de diversos setores da sociedade e principalmente do nosso povo matogrossense e cuiabano que, com muita humildade e silêncio agüentaram as ofensas proferidas pelo governador de Mato Grosso do Sul, pelo pseudojornalista Juca Kfouri e por uma renca quase completa de campograndenses que não se fizeram de rogados com as piadinhas infames com o nosso calor, os nossos índios entre outras riquezas naturais e culturais que os "amigos" de lá entendem como ridicularidades. Não tenho nada contra eles, acho um absurdo a rivalidade existente, mas acho que tudo tem limite. As ofensas para mim foram como um soco de um covarde que bate em uma pessoa quieta, de boca fechada. Pisaram no meu calo, por isso como toda cobra criada que se preze, o meu veneno deve ser emitido.
Pois bem. Quando era criança sempre quis conhecer Campo Grande, após ter visto fotos de alguns lugares interessantes de lá. Anos depois consegui o que queria. Naquela época, eles já viviam em cima (muito em cima) do salto. Lembro muito bem de pessoas de lá que quando vinham pra cá chegavam até mesmo ao absurdo de falarem que estar em Campo Grande era quase como estar em São Paulo, devido a menor distância entre ambas as cidades. E completavam dizendo que lá tudo era bem mais evoluído que aqui e que as pessoas eram muito mais chiques e educadas. Depois de muito ouvir, finalmente conheci a cidade. Chegamos com neblina e turbulência. Aliás neblina chata que perdurou durante vários dias e um friozinho à noite também chato, o que me levava a deduzir que isso era o motivo pelo qual eu via as ruas de uma capital vazia em plenos dias de julho. Engano total. Mesmo com calor, percebi que elas não gostavam de sair mesmo, percorri shoppings vazios, bares não lotados, gente insossa, funcionários com humor duvidoso e desânimo de atendentes entre outras coisas...e o pior, o destrato que sofri de muitas pessoas da minha idade quando sabiam que eu era cuiabano.
Resumindo: fui a Campo Grande com o coração aberto para apreciar aquela cidade, ser simpático com as pessoas, admirar seus pontos turísticos (?), enfim ter uma viagem marcante. E realmente foi devido à péssima estadia. Lembro como se fosse hoje, pela minha imaturidade ao entrar no avião, cuspi no solo do aeroporto, tal qual Marieta Severo no filme "Carlota Joaquina", fato este que fez uma amiga (também revoltada) me chamar à atenção ao dizer que jamais eu deveria fazer aquilo, em hipótese alguma, o que vim a entender mais tarde, principalmente ao me tornar turismólogo.
Jamais tive a intenção de odiá-los, tive várias amigas de lá, tenho parentes lá e desejo tudo de bom para a cidade com ou sem Copa. O que teremos em Cuiabá nestes próximos cinco anos, desejo à eles em dobro, diplomacia acima de tudo. Da minha parte que eles se sintam convidados a virem assistir aos jogos aqui, sempre cabe mais um. Espero estar trabalhando nesta Copa (como turismólogo) porque os jogos não me atraem e por isso sei que levamos tudo na boa, mas campograndensses, por favor, não mexam com quem está quieto. A cobra aqui foi criada na beira do Rio Cuiabá, se alimentando de peixe, com a cauda (no lugar de pé) rachada, cobra de tchapa e cruz.
"São Gonçalo, cururu e siriri, Cuiabá, Cuiabá do coxipó do ouro, da manga, do pequi, da Lixeira e do Jardim Araçá..."
Todos sabem que durante anos passamos despercebidos e de repente demos um salto na economia e em diversos setores da sociedade o que nos fez uma capital digna de capital. Mesmo assim muita coisa nos falta, a começar pela conscientização de setores. Primeiro: não se deve endeusar o atual governador como responsável pela vinda da Copa; ele comandou, muito bem, uma cadeia de mobilização em torno do assunto e a meu ver, não fez mais que a obrigação, uma vez que é de conhecimento de todos que ele teve que aprender a gostar de Cuiabá e cuiabanos, pois o contrário era claro no começo de seu governo, que, aliás, só foi bom porque ele além de ser rico e poderoso (apesar de desmatador), tinha trânsito bom em diversos setores e achou a casa arrumada. Como a memória do povo é curta é bom lembrar que quando ele assumiu o governo, além de decorar o gabinete com motivos gaúchos em detrenimento aos da nossa terra, acusou o governo de Dante de Oliveira ter deixado um rombo e que iria abrir a caixa preta da referida gestão. Nada se provou até hoje. E não querendo ser venenoso, mas já sendo é bom lembrar que durante a gestão do Dante, nenhum de seus secretários estaduais foi preso e algemado, bem como nenhum ex-presidente de certas autarquias de seu governo... já na gestão do senhor Motosserra de Ouro...
A questão é que devemos elogiar o Maggi como um excelente líder, mas os créditos, em minha opinião devem ficar à união de diversos setores da sociedade e principalmente do nosso povo matogrossense e cuiabano que, com muita humildade e silêncio agüentaram as ofensas proferidas pelo governador de Mato Grosso do Sul, pelo pseudojornalista Juca Kfouri e por uma renca quase completa de campograndenses que não se fizeram de rogados com as piadinhas infames com o nosso calor, os nossos índios entre outras riquezas naturais e culturais que os "amigos" de lá entendem como ridicularidades. Não tenho nada contra eles, acho um absurdo a rivalidade existente, mas acho que tudo tem limite. As ofensas para mim foram como um soco de um covarde que bate em uma pessoa quieta, de boca fechada. Pisaram no meu calo, por isso como toda cobra criada que se preze, o meu veneno deve ser emitido.
Pois bem. Quando era criança sempre quis conhecer Campo Grande, após ter visto fotos de alguns lugares interessantes de lá. Anos depois consegui o que queria. Naquela época, eles já viviam em cima (muito em cima) do salto. Lembro muito bem de pessoas de lá que quando vinham pra cá chegavam até mesmo ao absurdo de falarem que estar em Campo Grande era quase como estar em São Paulo, devido a menor distância entre ambas as cidades. E completavam dizendo que lá tudo era bem mais evoluído que aqui e que as pessoas eram muito mais chiques e educadas. Depois de muito ouvir, finalmente conheci a cidade. Chegamos com neblina e turbulência. Aliás neblina chata que perdurou durante vários dias e um friozinho à noite também chato, o que me levava a deduzir que isso era o motivo pelo qual eu via as ruas de uma capital vazia em plenos dias de julho. Engano total. Mesmo com calor, percebi que elas não gostavam de sair mesmo, percorri shoppings vazios, bares não lotados, gente insossa, funcionários com humor duvidoso e desânimo de atendentes entre outras coisas...e o pior, o destrato que sofri de muitas pessoas da minha idade quando sabiam que eu era cuiabano.
Resumindo: fui a Campo Grande com o coração aberto para apreciar aquela cidade, ser simpático com as pessoas, admirar seus pontos turísticos (?), enfim ter uma viagem marcante. E realmente foi devido à péssima estadia. Lembro como se fosse hoje, pela minha imaturidade ao entrar no avião, cuspi no solo do aeroporto, tal qual Marieta Severo no filme "Carlota Joaquina", fato este que fez uma amiga (também revoltada) me chamar à atenção ao dizer que jamais eu deveria fazer aquilo, em hipótese alguma, o que vim a entender mais tarde, principalmente ao me tornar turismólogo.
Jamais tive a intenção de odiá-los, tive várias amigas de lá, tenho parentes lá e desejo tudo de bom para a cidade com ou sem Copa. O que teremos em Cuiabá nestes próximos cinco anos, desejo à eles em dobro, diplomacia acima de tudo. Da minha parte que eles se sintam convidados a virem assistir aos jogos aqui, sempre cabe mais um. Espero estar trabalhando nesta Copa (como turismólogo) porque os jogos não me atraem e por isso sei que levamos tudo na boa, mas campograndensses, por favor, não mexam com quem está quieto. A cobra aqui foi criada na beira do Rio Cuiabá, se alimentando de peixe, com a cauda (no lugar de pé) rachada, cobra de tchapa e cruz.
"São Gonçalo, cururu e siriri, Cuiabá, Cuiabá do coxipó do ouro, da manga, do pequi, da Lixeira e do Jardim Araçá..."
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