Torna-se necessário que neste meu primeiro texto eu peça desculpas antecipadas aos profissionais da área jurídica(leia-se advogados), mas também peço que entendam minha revolta.
Neste últimos dias fiquei pensando muito sobre os profissionais de Direito. Não tenho a mínima intimidade com a área, mas não entendo os formados nela; os acadêmicos têm, para mim, uma paixão hipócrita, ou seja, sabem que o negócio não presta no Brasil, traz sofrimento, mas fazem por amor.
Em um mundo onde atualmente se prega a paz e o amor, vejo como inevitável o ódio. Eu odeio. Odeio a justiça do Brasil, odeio certos juízes, odeio muitos advogados, odeio promotores, odeio desembargadores. Antes que me queimem em praça pública quero esclarecer que tenho muitos amigos e conhecidos que atuam nestas profissões, mas aqui estou falando de profissionais e não de amigos. Que se separe bem o trabalho com a vida pessoal! Este ódio já brota em mi há muito tempo, mas a última erupção foi devastadora: a morte de um menino de 10 anos de idade, estuprado, violentado, estrangulado, morto! Autor: um rapaz de 29 anos. Responsável: o juíz que concedeu a condicional ao elemento. Sim, ele é condenado por crime semelhante e foi libertado por bom comportamento. Pelo amor dos deuses, que modelo??Um rapaz que há alguns anos atrás matou um garoto da mesma forma que matou o Kaitto, ganhou liberdade por bom comportamento?? Interessa pra sociedade se ele teve bom ou mau comportamento dentro da cadeia??Infelizmente para o juíz e para o advogado do indivíduo interessou, pois provavelmente ambos não têm filhos que foram vítimas de crime semelhante. O meu ódio me faz conluir que quem teve mau comportamento foram os detentos anos atrás que não souberam receber o monstro da forma que ele merecia, como bem sabemos a recepção dada a estupadrores...
Esse caso do Kaitto, que infelizmente não é raro, me revoltou mais ainda porque lembrou um caso de anos atrás aqui em Cuiabá também, em que uma mãe lutou muito, mas acabou perdendo seu filho adotivo(a quem deu muito amor) para a mãe biológica. Essa "mãe" pouco tempo depois, bateu tanto no menino que ele morreu. Na época o juiz que concedeu a guarda do menino de volta para a mãe biológica assassina foi o sr. Paulo Prado, ilustre figura jurídica do nosso Estado. Na época escrevi um artigo sobre o caso num jornal e agora volto a repetir o nome desse juíz para que se note que casos como estes não podem ser esquecidos ou banalizados.
O sistema jurídico no Brasil é triste, hediondo, cínico. A classe de advogados é arrogante. A OAB praticamente se acha um tipo de tribunal; cá entre nós, você leitor, não acha rídiculo esse povo que acha que só por portar uma carteira da OAB deve ser chamado de doutor? Sem contar que os mesmos ainda se dão a mesma importância dos médicos, que salvam vidas; as prerrogativas são rídiculas, os advogados são rídiculos; a índole dos desembargadores em Mato Grosso são duvidosas; a justiça pelo visto nasceu e vai morrer cega.
Enfim, é dificil começar um blog com um tema desse, mas não podia me calar com este caso que acabou com o meu fim de semana. à família meus sinceros sentimentos.
Aos profissionais da área jurídica, está dado o recado. Sei que a regra não é geral! e antes que pensem que provavelmente devo ser frustado por não ser da área, esclareço para todos os fins que tive todas as condições possíveis e impossíveis para tal coisa, mas nunca, nunca me interessei e pretendo continuar assim, pois a gente sofre menos quando não vê tragédias de perto...
A próxima postagem também será com alguns leves ataques, portanto leiam e opinem.
Um grande abraço!
terça-feira, 21 de abril de 2009
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