quarta-feira, 5 de agosto de 2009

As 20 coisas que mais desejo no momento

Ah como gostaria que o mundo fosse como a minha cabeça, gostaria de dividir com o mundo a felicidade que sinto em todas as coisas simples da vida, a tranquilidade que tenho em viver cada dia de forma diferente.
Ah como gostaria que as pessoas fossem iguais a mim no que diz respeito a desejar apenas paz entre as pessoas, fugir de brigas, evitar conflitos, não colher inimizades e viver intensamente cada amizade, dando à esta o seu valor devidamente de acordo com cada pessoa, pois cada uma é unica...
Ah como gostaria de dividir com todas as pessoas a riqueza da minha saúde, graças a forças superiores não sei o que é dor de cabeça, não sei nome de medicamentos, não preciso frequentar hospitais, clínicas e farmácias...ah como gostaria de blindar as pessoas das doenças como estou blindado...
Ah como gostaria que as pessoas tivessem insistência em ser honesto como eu, como gostaria que cada político tivesse a parte do meu cérebro que comanda os nossos instintos, tenho um instinto terrível de honestidade e sinceridade que quase não vejo em outras pessoas...não estou rico, ainda não passei em concurso público como desejo, não atuo mais na minha área de formação e não estou mais militando na político...tudo isso por causa da minha honestidade...
Ah como gostaria que as pessoas desfutassem da minha fonte inesgotável de otimismo, temos tantos problemas particulares, muitas vezes não solucionáveis, mas desisitir, não tentar e ficar de cabeça baixa diante deles, jamais! Isso não existe na minha cartilha, o mundo pode estar desmoronando e mesmo assim ainda tentarei tirar uma piada disso...
Ah como eu gostaria que todas as pessoas adotadas como eu tivessem os pais que tenho, tudo que eles me deram e que fossem felizes como sou, queria que fossem como eu que nunca senti um pingo de revolta por ter sido adotado, me sinto tão bem com isso que muita gente nem imagina que fui adotado...A
h como gostaria que as pessoas tivesse o horror que tenho com dívidas, pretações, parcelas etc. fazendo o que faço: só pagando a vista, por mais que a compra demore...é juntar e ser feliz...
Ah como gostaria que todos tivessem o desapego que tenho com bens materiais; como gostaria que as pessoas não se preocupassem tanto em mostar o que tem, em esnobar, em exibir e fazer questão de achar que é melhor que outras pessoas por cifras a mais...
Ah como gostaria que os humanos fosse como eu, totalmente sem religião, assim se evitaria tantas brigas, conflitos e guerras de cunhos religiosos que assistimos pelo mundo afora...
Ah como gostaria que as pessoas tivessem a mesma quantidade de amor que tenho pra oferecer; como gostaria também que certas pessoas tivessem aproveitado mais disso ou simplesmente aproveitado...continuo cheio de amor pra espalhar...
Ah como gostaria que as pessoas sonhassem todos os dias, com muitas coisas e lembrasse de tudo ao despertar como acontece comigo...
Ah como gostaria que os brasileiros conhecessem o próprio país como eu conheci para verem o quanto somos abençoados, agraciados, iluminados por vivermos num país que apesar de tantas diferenças sociais, tem muitas, muitas e muitas belezas e muitas delas ainda inexploradas;ah como gostaria que todos valorizassem o nosso país em vez de enaltecer o velho mundo e a América do Norte...
Ah como gostaria que os humanos se alimentassem apenas duas vezes por dia como eu...se evitaria tanta coisa, como matança de animais, alimentos industrializados, obsesidade e contas absurdas de supermercado...
Ah como gostaria que as pessoas desejassem, assim como eu, jamais pisar em uma delegacia...como gostaria que não existisse assalto, assassinato, estupro, agressão, estelionato, pedofilia, pistolagem e a lista infinita de outros crimes...
Ah como gostaria que as pessoas tivessem a mesma atitude que eu, de falar quase tudo que pensa, de não se esconder, de ser sincero e de ser claro em opiniões, posições e declarações...
Ah como gostaria que todos fossem como eu, que não pergunto e também não falo a idade...até hoje não vejo a necessidade das pessoas saberem da idade de outras? Por acaso temos prazo de validade? certificado de garantia? prazo de circulação?Ah como gostaria que os eleitores tentassem votar como eu, de forma particular, secreta, sem influências, sem ameaças, sem puxar saco de partidos, sem vender...
Ah como gostaria que os telespectadores tivessem o mesmo horror que tenho com a maioria dos programas de tv aberta; como gostaria que fizesse como eu: apertar o botão DESLIGAR na hora de programas como casseta, superpop, datena, faustão e tantos outros...
Ah como gostaria que todos exprimissem opiniões de forma extremamente sincera como eu; como gostaria que todos tivessem um blog como o meu falando com o coração o que muita gente pensa, mas não tem coragem de falar...
Ah como eu gostaria que todos vivessem como eu, sem ter vergonha de ser feliz...

CHAPADA DOS MEUS ENCANTOS...

Tendo em vista os útlimos comentários à respeito do festival de Inverno de Chapada dos Guimarães-MT, que acontece até semana que vem, tive que tecer algusn comentários no site oficial do evento, em especial no espaço dedicado à entrevista com a atual secretária municipal de Turismo daquele município. Em http://festivaldeinvernochapada.com.br/?p=1728.
Aqui reproduzo o meu sincero e breve comentário, ainda fui muito brando diga-se de passagem:
"Sou turismólogo, de Cuiabá, porém sempre tive ligação com Chapada, tendo até residência no município. Além disso, trabalhei em 2004 nesta secretaria municipal e por isso posso falar tranquilamente que na minha avaliação desde que trabalhei aí é que os anos se passam e a Chapada só perde com as gestões que por aí passam! Infelizmente a maneira de fazer política por aí e o uso que os gestores daí fazem com a política em benefícios próprio ou/e de outros interessados só fazem o município perder em termos de patrocinios, investimentos, ifra estrutura e inovação.
A programação deste ano foi a pior que já vi em todos os tempos, não há dinamismo, não há atrativos maiores, não tem inovação, não tem novidade, não tem planejamento. É nítido a falta de contribuição e participação de vários profissionais, como turismólogos por exemplo. Almir Sater é maravilhoso, mas ter ele como unico atrativo de destaque, é desmerecer Chapada e todo misticismo que ela representa. Será que algum dia ainda haverá recursos(publicos e privados) que sejam REALMENTE bem aplicados e que possibilitem voltarmos aos encantos dos festivais passados, que tinham Oswaldo Montenegro,Gal Costa, Tete Spindola, Daniela Mercury entre tantos outros???
Não desmereço também a programação voltada para oficinas e outras atividades educacionais, mas esta também deixa muito a desejar. Infelizmente não sei o que está havendo, mas algo está errado. Como turismólogo e sabendo que o municipio já teve um colega meu como secretário municipal(e teve êxito), gostaria de ter referências sobre a atual secretária,pois não entendo o que está havendo e como cidadão chapadense tenho este direito…"
Hosan Monteiro, turismólogo, em 11/07/2009

LULA, O DA MAROLINHA...



Como já comentei no texto anterior, sobre o governador Blairo Soja Mágico que disse que iria abrir a caixa preta do governo Dante e até hoje não provou nada, continuo me indignando com políticos que quando assumem dizem que vão acabar com as mazelas dos governos passados e desmascarar os mesmos. O presidente Luís Não Sei de Nada Inácio Lula da Silva não fez como o governador mato-grossense, porém eu acho até que fez pior no governo federal, pois além de não acabar com as mazelas do poder, em seu governo não faltou escândalos, basta citarmos os "revolucionários" Palloci, José Dirceu(que sumiu), Genuíno, Delúbio Soares e até mesmo a Dilma Roussef, que tem a audácia de ser pré-candidata a presidencia da República.
A posse do Lula em 2003 foi um fato marcante, foi comovente ver o PT, por mais sujo que seja o partido, subir ao poder com ares de revolução. Apenas um por cento da minha pessoa, por mais decepcionado que estivesse com a "vitória" deles, tentou acreditar que algo novo viria. Ao meu ver vieram tantas coisas ruins que não consigo esquecer da imagem da Regina Duarte(duramente criticada em 2002) declarando na propaganda eleitoral que tinha medo do Lula vencer. Acontece que eu também tive medo. Tive medo da reeleição e continuo tendo medo, pois estão falando até em terceiro mandato...Dilma representará a continuidade de um governo que ri da cara do povo, distribui dinheiro através de programas mal geridos, emperra CPIs que mostrariam esquemas terríveis, protege os filiados de caráter duvidoso do PT, escolhe péssimos ministros de acordo com politicagem e ataca governos passados que de certa forma deixaram a casa arrumada, o que tornou possível as poucas benfeitorias realizadas por este governo atual, o que ao meu ver não fizeram nada além de obrigações. O artista principal desta peça, Lula tem uma capacidade esplêndida de se esquivar dos escândalos, alega sempre não saber de nada; às vezes eu acredito pois declarar que a crise MUNDIAL por aqui seria uma marolinha...
O meu ataque neste texto ao Lula não é nem tanto por ele, pois nada posso fazer a não ser me revoltar, mas pelo fato de existir uma hierarquia entre os poderes eu não consigo entender como um governo que está desde 2003 com ares de coisa nova, não consegue controlar as enxurradas de escândalos que acontecem no Senado e na Câmara ?! Mal uso de verba idenizatória, esquema de passagens aéreas, nepotismo cruzado, quebra de sigilo, irregularidades na PETROBRÁS, licitações suspeitas e recentemente os tais "atos secretos" que aliás, já foi citado o nome da "nobre" senadora mato-grossense Serys(argh!) Marly. Não consigo entender; e tem tanta coisa que não tem nem espaço aqui pra citar, mas um dos escândalos que eu vejo se arrastando até hoje desde o início do programa, é o tal do "Bolsa Família", que além de ser uma miséria e ser muito contraditória, é um programa cheio de fraudes, sendo mesmo sacado por pessoas que não possuem dificuldades financeiras. Isso eu já vi de perto por isso posso afirmar! Sinto vontade de gritar e chorar de raiva de ver tanta coisa suja no meu país. Em 2002 durante a campanha, fiz a promessa de abandonar o país, me mudar daqui caso o Lula vencesse. Depois das eleições eu voltei atrás; não achei justo deixar o país que tanto amo e a minha cidade querida Cuiabá por causa desta laia que invadiu o poder. Faço minha parte me revoltando e difundindo minha opinião e quero estar aqui quando este povo petista for desmascarado, tenho esperança, pois esta é a última que morre. Por aqui em Mato Grosso tenho nauseas terríveis e não entendo, não entra na minha cabeça a ignorância de um povo em eleger espécies como Lula, Serys e Abicalil e ainda o Alexandre Caixa Dois César, que apesar de ser suplente, conseguiu assumir a cadeira de deputado estadual através da dança das cadeiras na Assembléia. E antes que digam alguma coisa, também me revolta saber que a Chica Milhões Nunes exerce mandato através de liminar, essa sim ri bastante da cara do povo.
Em tempo, também não posso deixar de refletir sobre a eleição do Collor como senador depois de tudo que aconteceu nos anos 90. Indignante e revoltante. O mais impressionante é vê-lo em Brasília justamente com ninguém mais, ninguém menos que o atual presidente Lula e o ex-presidente Sarney(que também não sabe de nada). Um trio impressionante. Por motivos óbvios não é possível, mas só ficou faltando o Getúlio Vargas, o Médici e o terrível Figueiredo para se juntarem a este trio e ajudá-los a manchar para sempre a democracia atual. Será que em outro plano, em outra vida, já providenciaram alguma cadeira em alguma Câmara ou algo parecido para acomodar estes ex-presidentes? Não sei, só vendo pra crer, como estou vendo em vida!

Com copa ou sem copa


Não gosto de futebol. Por não gostar não entendo nada, e por não entender não assisto. Por não assistir não torço por nenhum time, mas com certeza torço pelo Brasil. Desde que me entendo por gente, nunca acompanhei esse esporte, me recordo ainda que nas Copas eu costumava dormir, pois os dias de jogos viravam feriados. Só em 2006 comecei, mas na verdade nem assistia; ia aos bares por causa do agito mesmo e claro, da cervejinha. Mas nada disso que falei me faz ficar menos contente que qualquer cuiabano e/ou matogrossense em saber que a Copa está vindo para cá. Como turismólogo, posso afirmar que este é o grande passo que Cuiabá precisava para dar um grande salto em questão de cinco anos. Eu já estava achando que estávamos acomodados com o comércio, as indústrias, o agronegócio e a pouca eficiência turística que a nossa capital apresentava.
Todos sabem que durante anos passamos despercebidos e de repente demos um salto na economia e em diversos setores da sociedade o que nos fez uma capital digna de capital. Mesmo assim muita coisa nos falta, a começar pela conscientização de setores. Primeiro: não se deve endeusar o atual governador como responsável pela vinda da Copa; ele comandou, muito bem, uma cadeia de mobilização em torno do assunto e a meu ver, não fez mais que a obrigação, uma vez que é de conhecimento de todos que ele teve que aprender a gostar de Cuiabá e cuiabanos, pois o contrário era claro no começo de seu governo, que, aliás, só foi bom porque ele além de ser rico e poderoso (apesar de desmatador), tinha trânsito bom em diversos setores e achou a casa arrumada. Como a memória do povo é curta é bom lembrar que quando ele assumiu o governo, além de decorar o gabinete com motivos gaúchos em detrenimento aos da nossa terra, acusou o governo de Dante de Oliveira ter deixado um rombo e que iria abrir a caixa preta da referida gestão. Nada se provou até hoje. E não querendo ser venenoso, mas já sendo é bom lembrar que durante a gestão do Dante, nenhum de seus secretários estaduais foi preso e algemado, bem como nenhum ex-presidente de certas autarquias de seu governo... já na gestão do senhor Motosserra de Ouro...
A questão é que devemos elogiar o Maggi como um excelente líder, mas os créditos, em minha opinião devem ficar à união de diversos setores da sociedade e principalmente do nosso povo matogrossense e cuiabano que, com muita humildade e silêncio agüentaram as ofensas proferidas pelo governador de Mato Grosso do Sul, pelo pseudojornalista Juca Kfouri e por uma renca quase completa de campograndenses que não se fizeram de rogados com as piadinhas infames com o nosso calor, os nossos índios entre outras riquezas naturais e culturais que os "amigos" de lá entendem como ridicularidades. Não tenho nada contra eles, acho um absurdo a rivalidade existente, mas acho que tudo tem limite. As ofensas para mim foram como um soco de um covarde que bate em uma pessoa quieta, de boca fechada. Pisaram no meu calo, por isso como toda cobra criada que se preze, o meu veneno deve ser emitido.
Pois bem. Quando era criança sempre quis conhecer Campo Grande, após ter visto fotos de alguns lugares interessantes de lá. Anos depois consegui o que queria. Naquela época, eles já viviam em cima (muito em cima) do salto. Lembro muito bem de pessoas de lá que quando vinham pra cá chegavam até mesmo ao absurdo de falarem que estar em Campo Grande era quase como estar em São Paulo, devido a menor distância entre ambas as cidades. E completavam dizendo que lá tudo era bem mais evoluído que aqui e que as pessoas eram muito mais chiques e educadas. Depois de muito ouvir, finalmente conheci a cidade. Chegamos com neblina e turbulência. Aliás neblina chata que perdurou durante vários dias e um friozinho à noite também chato, o que me levava a deduzir que isso era o motivo pelo qual eu via as ruas de uma capital vazia em plenos dias de julho. Engano total. Mesmo com calor, percebi que elas não gostavam de sair mesmo, percorri shoppings vazios, bares não lotados, gente insossa, funcionários com humor duvidoso e desânimo de atendentes entre outras coisas...e o pior, o destrato que sofri de muitas pessoas da minha idade quando sabiam que eu era cuiabano.
Resumindo: fui a Campo Grande com o coração aberto para apreciar aquela cidade, ser simpático com as pessoas, admirar seus pontos turísticos (?), enfim ter uma viagem marcante. E realmente foi devido à péssima estadia. Lembro como se fosse hoje, pela minha imaturidade ao entrar no avião, cuspi no solo do aeroporto, tal qual Marieta Severo no filme "Carlota Joaquina", fato este que fez uma amiga (também revoltada) me chamar à atenção ao dizer que jamais eu deveria fazer aquilo, em hipótese alguma, o que vim a entender mais tarde, principalmente ao me tornar turismólogo.
Jamais tive a intenção de odiá-los, tive várias amigas de lá, tenho parentes lá e desejo tudo de bom para a cidade com ou sem Copa. O que teremos em Cuiabá nestes próximos cinco anos, desejo à eles em dobro, diplomacia acima de tudo. Da minha parte que eles se sintam convidados a virem assistir aos jogos aqui, sempre cabe mais um. Espero estar trabalhando nesta Copa (como turismólogo) porque os jogos não me atraem e por isso sei que levamos tudo na boa, mas campograndensses, por favor, não mexam com quem está quieto. A cobra aqui foi criada na beira do Rio Cuiabá, se alimentando de peixe, com a cauda (no lugar de pé) rachada, cobra de tchapa e cruz.
"São Gonçalo, cururu e siriri, Cuiabá, Cuiabá do coxipó do ouro, da manga, do pequi, da Lixeira e do Jardim Araçá..."

Um céu para os animais

Foto: meu sobrinho João Gabriel com um dos filhotes da Tina


Este blog não é dedicado aos animais, mas os últimos acontecimentos nos levaram a escrever um pouco sobre eles. No artigo anterior de autoria de Ana Flávia foi muito bem pontuado a posição que devemos ter em relação aos animais, independente da espécie. Ainda existe muito mal trato contra muitos deles. Quando a Ana Flávia me contou o caso do assalto na casa da prima dela, fiquei indignado com os ladrões por envenenarem um cão de pequeno porte que nem apresentava risco aos planos dos cretinos. O cãozinho ficou o dia inteiro mal e eu ainda comentei que se ele não tinha morrido ainda é porque o veneno talvez não fizesse tanto efeito. Esperança jogada no ralo, pois o cãozinho morreu.
Em casa tínhamos uma labrador chamada Tina; ela completaria este ano, 13 anos de idade. Os latidos dela já estavam fracos e nos últimos dias ela não estava conseguindo andar direito, no máximo arriscava a dar alguns passos. Preocupados, resolvemos interná-la para um check up. Três dias depois a veterinária ligou dando a notícia: Tina faleceu, principalmente por apresentar insuficiência renal. Bem, por mais que pareça horrível eu dizer isso, pra mim foi um alívio. Há muito tempo não tenho aproximação com animais de estimação porque não gosto de sofrer, não gosto de perder seres queridos. Nós humanos vivemos bem mais que os cães, isso nos leva a vê-los filhotinhos e anos depois, velhinhos sofrendo até a morte (na maioria), por isso há algum tempo abri mão de ter um. E eu ainda cheguei a comentar que se a Tina tivesse alguma doença, preferia vê-la sacrificada a vê-la sofrer em casa. Eu acho que as forças superiores providenciaram para que ela fosse poupada, mesmo porque ela viveu bem mais do que normalmente um cão da sua raça vive, pois foi muito bem criada e recebeu muito carinho desde que chegou. E era extraordinária. Quando emprenhava, dava luz a até 14 filhotes em cada parto (o que não é normal), foi uma ótima mãe, inclusive adotando outros animais que chegavam em casa, incluindo um gato. Foi a que mais viveu conosco depois do Brioche, um fox paulistinha que viveu 17 anos, sem dentes, com disfunções intestinais, operado umas cinco vezes e cego. Ele chegou a ser a marca registrada de nossa casa. Até hoje tenho cicatrizes de seus dentes quando ele me atacou, pois era ciumento demais e não deixava a gente se aproximar dos meus pais, que o tratavam como mais um filho, trazido em avião diretamente de São Paulo. Fazem parte da minha infância estas lembranças.
A verdade é que devemos pensar nos animais não como seres inferiores e sim como seres que também tem sentimentos, pra mim eles pensam e pensam muito bem, são espertos, inteligentes e sabe como agradecer, retribuir, colaborar, comportar, coisas que muitos humanos ainda não conseguem fazer em relação aos semelhantes. Se nascemos, crescemos, vivemos e morremos e os animais também seguem este ciclo, respiram, enxergam e demonstram seus sentimentos, pra mim obviamente que também possuem almas, então penso que algum céu deve existir para eles, quem sabe o mesmo céu que a gente. Quando digo céu me refiro em alguma vida posterior, pois não acredito que as coisas acabam aqui. Mas se existisse céu e inferno especial para os animais, tenho certeza que diferente dos humanos, o céu canino estaria bem mais cheio que o dos humanos, pois ao se colocar num balanço estes e aqueles, chegamos à conclusão que o pior animal, que faz mais maldades, atrocidades, crimes, etc. Com certeza é o ser humano. Que atire a primeira pedra quem não concorda comigo.

Purgante social

Hoje estava eu aqui pensando na praça do bairro Popular em Cuiabá, minha querida capital, mais conhecida como Popular. É um lugar onde se concentram os melhores bares da cidade; o bairro atualmente abriga os edifícios mais chiques da cidade e as pessoas que frequentam os referidos bares são pertencentes às classes média alta e alta, além dos mais abastados (políticos, sonegadores, fazendeiros, reis de soja, gado etc.).
Pára tudo. Quando pesquisamos a história da cidade, mais uma vez as revoltas tomam conta do meu eu. Apesar de o bairro estar próximo do centro da capital, antigamente era considerado uma espécie de área periférica, tanto que ali é onde foram construídas as primeiras casas populares; ou seja, os moradores eram na verdade considerados os pobres da cidade. Com muita luta e esforço muitos ilustres profissionais de várias áreas saíram ou começaram sua vida ali, de forma honesta e muitas vezes através de sacrifícios que a vida muitas vezes nos pede. A cidade cresceu, prosperou, foi invadida positivamente pelos nossos queridos "pau rodados" e muitas casinhas dali deram espaço à modernização que tomou conta da área central. Conheço até histórias de gente que quando viu a valorização alta que o local começou a alcançar, resolveu investir no futuro dos filhos, hoje em dia doutores honestos, que salvam vidas. Por que estou enfocando essas pessoas que ali moraram e deram lugar à essa espécie de invasão? Eu explico: como um jovem cuiabano apaixonado pela terra natal, militante e defensor da honestidade em primeiro lugar fico indignado com certas coisas, mas até então só posso refletir sobre. Sou frequentador da praça popular, prestigio os bares, as padarias, as soverterias e os restaurantes que ali existem. Amo a praça! Como diz a colunista Ana Maria Bianchini, ali só falta um mar, uma praia. Eu sempre pensei nisso. Tanto que em minha última viagem para o litoral me encantei especificamente com um bairro da cidade onde eu estava justamente porque me lembrava muito a nossa Popular, claro que com suas devidas diferenças...
Quando eu leio a coluna da Ana Maria, principalmente quando ela faz comentários de certos comportamentos duvidosos de moças e rapazes da sociedade eu me divirto muito. É a primeira coisa que faço quando vou lá, adoro reparar! Já comentei com meus amigos que me chama atenção grupo de mulheres que chegam em grupo com roupas iguais, só mudando as cores; de homens que ainda usam palito em público, ou usam cinto preto com sapato marrom, mulheres que falam alto demais, casais que ocupam mesa para 8 pessoas etc. Me divirto muito com tudo, mas o que eu descrevi no parágrafo anterior é para que se entenda o que me chateia na Popular: a presença de certas pessoas que deveriam ser expurgadas da sociedade. Não sou rico, não sou autoridade, não sou famoso(ainda) mas frequento a Popular, deixo grana por lá então tenho direito de me sentir incomodado quando entro num bar e dou de cara com ex-capangas de Arcanjo. Tenho ojeriza de cruzar com Josino Guimarães(muita gente até já esqueceu de quem se trata) e com vereador que gosta de sexo no "Zero"com menor e continua com o mandato e a lista se estende por políticos que até hoje não conseguiram provar inocência em certas CPIs, mas conseguiram abafar os fatos, figuraças que sonegam impostos das BMWs, VOLVOs e MERCEDES que por lá circulam exaustivamente, deputada que mora por ali num apartamento milionário e exerce tal mandato através de liminar, senhores que dali saem direto para encontro com as amantes, moças que adoram estragar casamentos alheios, juízes que liberam perigosos psicopatas, secretários municipais e estaduais que raramente se reúnem com a população, mas adoram encher a cara com milionários lícitos ou ilícitos e chegados em grandes licitações; rapazes que levam namoradas pra comer uma pizza e depois se encontram com outros rapazes secretamente (nada contra, mas não suporto enganação) e uma leva de moças e rapazes sarados que fazem questão de mostrar que só bebem suco e água ou similares, mas que não dispensam uma cocaína nos banheiros das boates.
Sim, eu posso falar essas coisas porque não faço nada do que essas pessoas fazem e falo mesmo, até citaria nomes, mas seria injusto com o leitor colocar apenas alguns, mesmo porque a lista ocuparia um espaço muito grande, aí ninguém merece né? Por outro lado, não abro mão de frequentar este lugar, pois tirando estes purgantes da sociedade, felizmente muita gente ainda se salva, eu sou um exemplo e espero que você também! Conversas interessantes, cultas, encontros com amigos e degustação de boas bebidas e comidas nunca é demais. Muita gente até reclamou quando fecharam as ruas que cercam a praça, eu fui um desses, mas hoje em dia acho que a idéia melhorou o local e ainda defendo que quando as pessoas forem pra lá, tentem ir com um grupo em um carro só, isso evita congestionamento, poluição e bandidagem. Em nome da história da Popular peço para que as pessoas tenham respeito pelo local, sem bagunças, brigas, drogas e outros atos que podem manchar a imagem descontraída do local. Peço mais ainda que os purgantes da sociedade que eu citei deixem de frequentar o local, ou frequentem pouco, gastem dinheiro não com a Popular e sim com os populares das periferias, que precisam de dinheiro, estrutura em seus bairros, praças, lazer e cultura. Secretários, deputados e vereadores, o valor do uísque que vocês detonam na Popular faz muita falta lá no bairro Dr. Fábio. O Valor de um jantar ali naquele restaurante faz falta pra colocar uma janela em uma casa que vi um dia desses do Pedra 90. Alguém pode se perguntar por que eu não faço isso então? Não sei se prestaram atenção, mas lá em cima eu disse que não sou rico e não sou autoridade, mas a minha parte aqui, por exemplo, estou fazendo. E pelo que meus amigos dizem, a minha presença ainda é querida na Popular e disso eu não abro mão. Muitas vezes sou chato, mas ainda não me chamaram de purgante, muito menos nesse termo que pensei ao escrever este texto, purgante social, uma reflexão da minha querida Popular, da minha querida capital. E tenho dito!